Jornalismo pode falar de assuntos difíceis como a dor

Prática de jornalismo
Blog de repórter
Data da publicação original:
25/1/2021
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Veiculado originalmente por:
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Vinícius Sgarbe
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especial para
Lab Jornalismo 2030.
Imagem:
Sharon McCutcheon
Sharon McCutcheon
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No próximo dia 29, encerro um ciclo no papel de âncora de radiojornal. A convite do criador do “Saúde e bem estar” da Rádio Cidade 670 AM de Curitiba, João Arruda, marquei ponto no ar, de segunda a sexta-feira, das 10h ao meio-dia.

A experiência na rádio AM é linda, porque os ouvintes participam com mensagens de áudio enviadas pelo telefone, quando não entram ao vivo. Gostei de recebê-los com o simples “alô, quem fala?”.

Levamos ao estúdio, em parceria com o Conselho Regional de Psicologia do Paraná, profissionais para falar de luto e depressão. Mas se a ideia do programa é ser leve, como não aborrecer a audiência com temas que parecem cortar a polpa dos dedos com papel? Nossa resposta é: ir direto ao ponto, como a vida costuma ir.

Quando a conversa foi sobre perdas — que são várias, e em diferentes profundidades de dano — , Dayane Bubalo estava no estúdio. Dayane Bubalo, ativista da causa da pessoa com deficiência:

Fiquei cega em 40 minutos.

Uma semana antes, o oftalmologista do Hospital IPO Luiz Eduardo de Aguiar Marques havia expressado a preocupação dele com o silêncio da retinopatia diabética, a doença que cegou Dayane.

Misael perdeu um filho

Enquanto a psicóloga Mari Mansur falava sobre as etapas do luto, ligou o ouvinte “Misael” (entre aspas pela incerteza da grafia). Misael, ouvinte da Rádio Cidade.

Há um ano, perdi um filho. Nunca falei desse assunto em público, em redes sociais, nada, mas quis contar para vocês. Eu também perdi dois amigos para a Covid-19. Usem máscaras.

Com coragem para o simples

No programa sobre depressão, perguntei ao psicólogo Flávio Voight Komonski bem assim: “afinal de contas, o que acontece quando a gente vai à terapia, como que é?”.

Ele respondeu de maneira tão amigável que recebemos uma mensagem de voz que agradecia pelas palavras, “porque terapia não é só para quem está louco, não!”. Claro que colocamos no ar.

E não ficamos nisso. Deu tempo para discutir o que são abordagens em psicoterapia.

Referências

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